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Seu Celular nas Férias: O que a Perícia Digital Pode Revelar sobre Você

Seu celular carrega mais informações sobre você do que imagina. Entenda o que a perícia digital pode revelar.

Jul 2026
6 min de leitura
Perla Baptista

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Perla Baptista

Perita Documentoscópica e Digital

Você já parou pra pensar quantas informações pessoais o seu celular carrega sobre você? Hoje em dia usamos nossos aparelhos para uma infinidade de funções, e nas férias essa exposição aumenta ainda mais. Tiramos fotos, filmamos, fazemos transações bancárias, trocamos mensagens em aplicativos, e o celular acaba virando carteira, agenda, mapa e meio de pagamento, tudo ao mesmo tempo.

Essa conexão constante, além de benefício e facilidade, também deixa rastro no meio digital. Cada transação deixa vestígio, e esses dados podem ser usados para rastreabilidade, dentro ou fora de um processo judicial. É aí que entra a perícia digital.

Como a perícia digital atua

Imagine a seguinte situação: alguém grava um vídeo durante uma viagem e, tempo depois, a parte contrária alega que a gravação é forjada. A perícia analisa metadados do arquivo, dados de geolocalização e histórico de sincronização do aparelho para apurar tecnicamente onde e quando o vídeo foi produzido.

Fotografias podem conter dados sobre o aparelho utilizado, data de criação, modificações e geolocalização. Conversas podem revelar horários, exclusões, edições, backups e inconsistências. Comprovantes digitais podem apresentar sinais de montagem.

Cuidados essenciais nas férias

Quando um aplicativo solicita acesso à localização, à câmera, ao microfone, aos contatos e às fotos, ele amplia o volume de informação disponível sobre o usuário. Vale revisar as permissões concedidas, sobretudo às aplicações que não precisam da localização o tempo todo.

Redes de Wi-Fi público exigem muita cautela. Aeroportos, hotéis e cafés costumam oferecer conexão gratuita, mas raramente segura. Evitar o acesso a aplicativos bancários ou documentos sensíveis nessas redes é uma medida prudente.

Dica de ouro

Nunca acesse aplicativo bancário ou qualquer dado sensível conectado a uma rede Wi-Fi pública, mesmo que pareça segura. Se precisar resolver algo urgente durante a viagem, prefira usar os dados móveis do próprio celular.

Mantenha o aparelho protegido por senha forte ou biometria, ative autenticação em dois fatores e realize backup com frequência, de preferência antes do embarque. Nas férias, no trabalho ou na rotina, o celular produz uma trilha digital capaz de proteger, esclarecer, comprovar ou comprometer uma tese.

Até o próximo mês.

Publicado em

Revista Inteligência Jurídica · Julho 2026
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