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Quando o Amor Repete o que Ainda Não Foi Curado

Repetimos padrões não por acaso, mas por feridas não resolvidas. Entenda como o inconsciente guia suas escolhas afetivas.

Jul 2026
6 min de leitura
Mônica Almeida

Por

Mônica Almeida

Psicanalista

Existe um tipo de mulher que aprendeu, desde muito cedo, que ser amada significava não decepcionar ninguém. Ela se adapta. Ela entende todo mundo. Ela evita conflitos. Ela suporta mais do que deveria. Ela silencia o que sente para preservar relações. E, quase sempre, vive tentando ser aquilo que esperam dela.

O problema é que, aos poucos, essa mulher vai desaparecendo de si mesma. E o mais doloroso é que muitas nem percebem quando isso começa.

O medo de decepcionar

O medo de decepcionar se torna maior do que a própria verdade. E é exatamente aí que muitas mulheres começam a se abandonar emocionalmente. Elas dizem “sim” querendo dizer “não”. Aceitam situações que machucam para evitar culpa. Se adaptam excessivamente dentro dos relacionamentos.

Existe um preço muito alto em viver assim: a perda da própria identidade. Muitas mulheres não aprenderam a se escolher sem culpa. Porque cresceram vendo mulheres que também nunca se escolheram.

A reconstrução da autoestima

Amadurecer emocionalmente também é entender que não é possível agradar todos sem trair a si mesma em algum momento. Isso não significa se tornar egoísta. Significa desenvolver maturidade para sustentar a própria verdade sem precisar viver buscando validação o tempo inteiro.

A mulher emocionalmente madura aprende que nem todo “não” significa rejeição; nem toda discordância significa perda; e nem toda frustração do outro é sua responsabilidade.

Para refletir

Autoestima também é conseguir sustentar a própria verdade sem precisar da aprovação de todo mundo. Nenhuma mulher nasceu para viver emocionalmente pequena apenas para caber nas expectativas dos outros. Ela nasceu para ocupar o próprio lugar no mundo sem precisar desaparecer de si mesma para ser aceita.

Até o próximo mês.

Publicado em

Revista Freudiana do Leste · Julho 2026
Mônica Almeida

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